Foi tudo meio rápido demais para Eddie. "E ele tem um ferimento muito estranho na perna", tinha terminado de dizer para Vivian. Então, seguindo um instinto, viu Raposa encostado em um prédio. O vampiro estalou os dedos, e uma sombra do tipo das que seguiam Vivian, porém muito maior, surgiu no céu. E em um súbito movimento mergulhou na direção de Ling, com sua enorme boca (se aquilo poderia ser chamado de boca) aberta. O Duque apenas teve tempo de olhar para trás e se ver sendo engolido no último instante. Logo depois, sumiu. E a sombra vinha em sua direção. Ele tentou se desviar, mas tudo que conseguiu fazer foi jogar Vivian para o lado para tirá-la do caminho. "É a mim que ela quer, então é só a mim que terá." Encarou de frente a abominação, e ao ser engolido viu apenas um clarão. "Então é assim a morte?", foi seu último pensamento na noite.
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Vodka com sprite representava para Brett todo uma época, e para Mary também, e talvez mais milhares de adolescentes quando começam a beber. Sem gastar muito, e pretendendo apenas ficarem chapados. Mas, para ele, vodka e sprite era a vida. Podia ser também qualquer outra soda, em relação a isso não havia problema. E apenas sorriu para Stuffs quando pegou a garrafa na prateleira do supermercado, tentando imaginar o que aquela noite ainda lhe reservaria. Certamente alguma coisa boa.
O mesmo de sempre; drinques, conversas, risadas, música, uma caricatura do outro (como em Vanilla Sky, - ambos tinham especial vontade de viver cenas de cinema na vida real, - mas nenhum desenhava tão bem assim). Então os dois sentam-se mais perto, a preguiça de ir pegar mais bebida fala mais alto, e de colocar um outro cd pra tocar idem. O que resta são os beijos, que viram amassos e assim por diante.
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E Vivian não entendeu absolutamente nada do que se passou ali. Repentinamente, o Duque sumiu. Então, seu namorado a empurrou para o lado, e depois caiu desmaiad. Ela logo tentou acordá-lo, mas ele não esboçava reação nenhuma. Parecia... em coma. Ou um sono muito profundo pelo menos. O que estava acontecendo com seu mundo, que andava ainda pior que antes? Sentou-se na calçada ao lado de Eddie, segurou sua mão e começou a chorar. Ela precisava de alguma resposta. Não suportaria mais muito tempo vivendo assim. Foi quando viu seu celular no bolso do namorado, e resolveu ligar para casa.
O telefone tocou uma, duas, três vezes. Então começou a fazer um chiado insuportável. Ela olhou ao redor, e viu de novo o cara da cicatriz, vindo em sua direção.
- Senhorita Crow, parece que nos encontramos novamente... é a quarta vez, estou correto?
Ela apenas olhou, apreensiva. Não tinha tido uma boa impressão dele, ainda mais depois do que aconteceu no parque. Resolveu não responder nada, e tampouco olhar para o rosto do estranho.
- Acho que ainda não me apresentei... pode me chamar de Michael. Michael Forwell.
Então ela se lembrou da velha magia de fadas que ela tinha aprendido por instinto, muito tempo atrás. Era só dizer uma ordem simples, que as pessoas em geral cumpriam. Não funcionava sempre, mas não custava tentar.
- SAIA! - ela gritou, tentando fazer funcionar. "SAI!", e nada. Recuando acuada, e notando que as pessoas que passavam por ali perto pareciam não ouvir nada. Era como se ela e o tal Michael estivessem em outro mundo, alheio àquela realidade.
- Não adianta tentar usar seus truques de Sininho. Tudo o que você queria não era que isso saísse de sua vida? Pois então, saiu. Você se entregou à Banalidade, Crow. Você é uma pessoa comum. E não vai conseguir me dominar, nunca.
- O que você quer comigo então, senhor Forwell? - ela disse, usando todo o sarcasmo que conseguia.
- Você. Para mim, tem o valor de um bem de troca agora.
- Como? - uma outra voz disse, vindo de trás do Raposa. Vivianne olhou, surpresa. Parecia muito com seu tio. Mas ele estava diferente. Mais forte, com mais vigor, como se estivesse mais novo. E tinha uma esfera de energia em sua mão, que tremeluzia e parecia viva, ansiando por destruição.
- Tio Reich?
- Vivian, minha querida, preciso que se afaste. O mais longe possível. Isso é por você, por Ling e por seu namorado também.
- Mas...
- Por favor. É tudo o que lhe peço. Encontre Howie, é o gerente do Kitchen; e diga sobre o Duque. Depois, pegue Eddie e vá para um local seguro. - E ela ouviu na sua mente, "casa". Não sabia como seu tio era capaz daquilo, mas resolveu confiar nele apenas.
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- E acha que vai ser preciso que eu faça mesmo isso? - Alice perguntou a Locke.
- Não sei, tudo mudou agora né. Hoje ainda é quinta, e está acontecendo tanta coisa. Pra ver se o planinho que o Raposa lhe deu vai acontecer sábado, acho que só haverá certeza uns 10 minutos antes da hora certa.
- Então, por enquanto, não farei nada?
- Não, fique tranqüila. Aliás, quero ver se ele vai sobreviver a essa batalha com o velho Reich.
Protegidos pela Ofuscação, os dois conversavam sentados no parapeito da janela. Mestre e discípula, observando a ruína de seus inimigos.
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Só houve uma coisa que Brett achou intrigante: quando Mary mordeu seu pescoço e começou a chupar seu sangue. Mas o prazer, o êxtase, era tanto que ele nem se importou muito. E aquilo culminou no melhor orgasmo da sua vida.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Capítulo 10: Polaroid Blues
Postado por
Luiz Costa
às
22:39
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Um comentário:
ta indo d bom a melhor tua história lizo!
estou anciosamente esperando o prox cap!
flw
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