sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Capítulo 2: About a Girl

Vivianne Crow nunca foi uma pessoa comum. Desde o primário, quando era a menina que as mães das colegas invejavam; tirava notas excepcionais, era a queridinha das professoras, e sempre a protagonista nos teatrinhos e musicais da escola. Isso continuou por mais alguns anos, até chegar a High School. O caminho esperado seria ela se tornar uma cheerleader, ou presidente do comitê de eventos, ou qualquer coisa mais. Mas não, ela seguiu o caminho contrário. Nenhuma atividade extra-curricular, nenhum envolvimento na "alta sociedade". Não gostava das músicas da moda, achava os garotos populares (os que jogavam futebol americano, invariavelmente) ridículos, suas roupas e modo de agir idem. Mas, mesmo tentando se manter longe dos holofotes, ela chamava a atenção de todos.
Andava com as pessoas comuns, não com os popstars da escola, tampouco com os nerds. Ouvia a música diferente da popular, o que lhe rendeu a alcunha de indie queen depois de um tempo. Sua roupa, seu jeito de andar, seria mais uma com o passar dos anos. Suas notas extraordinárias e sua beleza, realmente fora do normal, faziam a diferença.
Quanto às notas, sempre há alguém que se destaca, isso é invariável. Mas a beleza tinha um motivo. Porque Vivian realmente não era comum.

-//-

Por volta dos 13, ou 14 anos (ela não se lembra direito), o mundo começou a ficar estranho. Parecia mais colorido, mais vivo. Podia ser a adolescência simplesmente, até que um dia ela viu um dragão voando no meio da rua. Sim, um dragão. Vermelho, escamas, cauda, garras, asas; assim como nas figuras dos livros que seu tio lia quando ela era criança. Foi meio absurdo, pensou estar variando das idéias (ninguém mais na rua viu, ao que pareceu). Foi quando voltou pra casa a noite que teve um choque. Ali estavam uns caras com pé de bode, que lhe disseram coisas que ela tentou ignorar a noite toda. Mas era algo que ela não podia fazer.

-//-

O metrô estava lotado, isso era algo que Vivianne odiava. Sorte que eram apenas três paradas até o bairro de Eddie, pelo menos o tormento não seria tão grande. Mas, definitivamente o dia era estranho; a gárgula do alto do relógio da praça, os diabretes que sempre estavam na ponte, e o monstro da esquina da loja de doces - todos tinham sumido. "O que será que está acontecendo essa semana?", ela pensou, logo na frente da casa do namorado. Tocou a campainha uma, duas, três vezes... ninguém atendeu. Bem, pelo menos o muro era baixo, o suficiente pra pular.

-//-

O que os caras com pé de bode lhe disseram naquela noite é que ela tinha uma alma que não era realmente dela, uma alma de fada. Acontecia às vezes, fadas que estavam aprisionadas em Arcádia (um tipo de mundo delas) trocavam seu espírito com o de um recém-nascido, como uma forma de voltarem à Terra. E esse lado diferente começava a se manifestar na adolescência, mostrando coisas que as pessoas normais não podiam ver, coisas feitas de sonho... dragões, duendes, gárgulas e tudo o mais. Vivian fazia parte do kith (algo como um clã) dos Sidhe, conhecidos por sua beleza fora do normal, além de serem os nobres da sociedade feérica. Isso foi mais uma das coisas que contribuiu para seu desejo de se manter longe da fama, durante a high school.
- Muito obrigado então por me avisarem, mas nunca mais venham me procurar, tampouco seus amigos - foi o que ela disse aos caras do pé de bode (Sátiros, era o kith deles) no final da noite.
Azar o dela, visto que nunca essa nova realidade a abandonou. Continuou vendo as coisas estranhas pela rua, até esse final de semana fatídico. O final de semana que ela se lembraria pra sempre, quando as fadas saíram de sua vida.

-//-

Sem que Eddie soubesse, sua namorada sabia aonde era o esconderijo da chave. Ele morava sozinho, e não fazia nada da vida. Bem, teoricamente cursava Matemática na USC, mas era só uma desculpa para torrar o dinheiro da família. Não importava, seus pais não davam simplesmente a mínima.
O relógio da sala marcava seis da tarde quando ela entrou; e sua surpresa foi que tinha mais gente lá. Mas, de seu namorado, sombra nenhuma. O primo dele, que todos chamavam de Seth (ninguém sabe o porquê, sendo que seu nome de verdade era William), e um tal de Brett, que ela nunca tinha visto na vida. Os dois também procuravam o dono da casa. E ambos também não tinham a mínima idéia de por onde ele andava.

-//-

Ele sentiu que vinham lhe procurar. E olhando do final da rua os capangas do Raposa chegaram, agradeceu ao seu Avatar pela primeira vez na vida por ele existir. Foi-lhe útil pelo menos uma vez, e isso bastava. Correu para o ponto de ônibus mais perto, tudo o que queria no momento era fugir.

3 comentários:

Unknown disse...

o qe aconteceu com o Eddie?
eu qeria ter alma de fada,e qe um cara com pés de cabra viesse me visitar à noite,ou qe eu visse um dragão *_* seria magico demais!
ameei Liizo,beeeeijoa,parabens (L)

Unknown disse...

é, eu acho que você tem futuro nisso! aliás, certeza³ x))
louca pra saber como vai terminar *-*

Flavia disse...

eu também queria ter alma de fada x~~

e você tem jeito Lizo. Eu to achando tri bala.